(In)utilidade

Eita, menino arredio
Olha o frio! Olha o frio!
Dá prá ver o arrepio
Olha pra elas
Pois nelas, canelas magrelas
Está o teu retrato

Sua pele infantil
Veste este olho senil
Sujeira na cara
Repara na craca
Que agora só dá pra tirar
Esfregando bombril

Pegue sua bola
Ganhe sua esmola
Põe na sacola
Pressa, que nessa remessa de carro
Cê pode, com sorte
Arrumar um cigarro

Cuide do seu troco
Sabes que é bem pouco
Tá ficando Louco
Trabalha, só rala, se cala
Senzala pra quê?
Pra dar pra mãe

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